22 de Novembro de 2010

Este poema é solidão

não tem pai, nem mãe,

não tem família.

Este poema é um rebanho de letras

que pastam ao sabor da leitura,

poema sem cheiro ou sabor,

deitado na folha

como um mar que se estende

pelo horizonte.

 

Nem memória que me falhe

nem palavra que não se diga,

é um poema,

poema sem regras,

pois com regras seria romance,

texto, ou fala.

 

É um poema em forma de rosa

sem espinhos por ser triste.

Trazendo à margem do gosto peculiar

aquela sonfonia muda

que teimamos em cantar.

 

Poema.

Não tem cor,

não tem cheiro,

não se toca, e,

no entanto,

é poema escrito

cantado, odiado,

amado.

É imagem,

fotografia que exprime

aquela dor no peito.

 

É um poema,

sim senhor...

 

publicado por luzesletrasimagem às 15:51

Muito bonito. Muito bem construído.
24 de Novembro de 2010 às 15:38

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