28 de Março de 2011

Hoje de Manhã, ao passar pelo Correio da Manhã, deparei-me com este artigo:

Fernando Pessoa seria homossexual?

O livro só sai em Abril mas já está a causar polémica: ‘Fernando Pessoa: uma quase autobiografia’, que o brasileiro José Paulo Cavalcanti escreveu ao longo de oito anos de trabalho e cinco horas de escrita diária – com várias viagens a Lisboa por ano – retrata o poeta como um homem “sem imaginação”, que escreveu apenas sobre pessoas e locais que existiam, e um homossexual latente, que visitava os bordéis mas tinha pouco entusiasmo pelo sexo oposto.

 

Ao longo de quase 700 páginas – em que o brasileiro diz ter procurado escrever o livro que gostaria de ler – Cavalcanti usou centenas de citações do poeta, sempre entre aspas, e muitos depoimentos de pessoas que conviveram com o poeta. Alguns deles poderão surpreender o leitor.

 

Como, por exemplo, a revelação, supostamente feita por António Botto – amigo do poeta e homossexual assumido (apesar de ser casado) – de que Fernando Pessoa teria um pénis muito pequeno, o que lhe causava alguns embaraços.

 

Segundo o próprio Cavalcanti, muito pouco no livro é da sua lavra, embora neste livro lance a teoria de que Fernando Pessoa teria, afinal, muito mais heterónimos do que vulgarmente se julga.

 

Polémica, também, é a sua afirmação de que o autor de ‘A Tabacaria’ tinha falta de imaginação.

 

“Eu lia e pesquisava. Sempre que encontrava num poema qualquer referência, ia procurar para saber se aquele lugar ou aquela pessoa existam de facto. E existiam mesmo. Acabei por chegar à conclusão de que Fernando Pessoa foi o escritor com menos imaginação com quem tive contacto em toda a minha vida. Ele viveu tudo o que escreveu. Não inventou nada.”

 

O livro de José Paulo Cavalcanti, membro da Academia Pernambucana de Letras, será apresentado no âmbito da exposição ‘Fernando Pessoa: Plural como o Universo’, que já esteve patente em São Paulo e que chegou este fim de semana ao Rio de Janeiro, mais propriamente no Centro Cultural Correios, onde pode ser visitada até 22 de Maio.

 

Fiquei deveras chocada, magoada, e furiosa com este "senhor" que se auto-intitula escritor. Cada um escreve sobre quem/o quiser, como bem entender, mas penso que há limites para tudo. Gostaria de ver esse "senhor" arranjar pelo menos 2 heterónimos, criando vidas, familia, trabalho, tudo o que faz de um individuo uma pessoa única e saber se era capaz. Irrita-me profundamente estes escritores  , que lá porque são membros de fundações e academias e porque esceveram meia dúzia de linhas para um jornal da terra, ou lá porque têm ou tiveram grandes funções administrativas, pensam que já os senhores das Letras.

Há coisas que deixo passar, mas humilhar e enxuvalhar, deitar por terra o que Portugal tem de melhor que é sua língua, literatura e tudo o que envolva ambos, deixa-me FURIOSA,

O que esse "senhor" merecia era uma boa dose de Tony Carreira, durante 24 horas seguidas e sem direito a dormir sequer 10 minutos que fosse, para saber o que realmente é "não inventar nada".

 

Sempre tive, tenho e terei grande respeito pelo povo Brasileiro, mas penso que nos últimos tempos têm andado muito "mal-educados" em relação os povo Português.

Será porque passámos a escrever como eles??

 

imagem daqui: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/fernando-pessoa-seria-homossexual 

publicado por luzesletrasimagem às 12:45

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