16 de Agosto de 2010
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ontem estive a ver este filme. Fiquei de boca aberta, apesar de já ter visto tantos filmes do género. Mas acho que o facto de se tratar da personagem ser uma "mulher filósofa" e da história envolver o assunto da crença religiosa, aliás a imposição numa crença religiosa, fiquei sempre presa ao filme do início ao fim.

 

Apesar das frequentes questões sobre porque é que o homem sempre se envolveu em guerras para tentar impor as suas ideias, surge ainda uma questão mais importante, a meu ver. Porque é que o Homem usa a palavra "Deus" para impor seja o que for em que acredita.

A fé é algo pessoal, Hipatia acreditava na Filosofia e não numa religião pela qual todos lutam com armas. Ela lutou intelectualmente para conseguir as respostas que tanto procurava e foi condenada por isso.

 

A frase " o Homem teme e condena o que não conhece, em vez de tentar encontrar uma resposta" é mais que correcta e, o pior é que passados tantos e tantos anos, ainda é assim. Já chegámos à Lua, temos sondas em Marte, já chegámos onde nunca se pensou que algum dia os nossos pés pisariam e, mesmo assim, temos uma mentalidade tão retrógrada no que respeita a coisas tão básicas como o respeito pelo próximo.

 

Bem, dito isto, resta apenas dizer que aconselho vivamente a ver este filme, mas com a ideia de que não é um "filme pipoca" e sim um filme que vale apena ver com atenção e rever e, talvez, para aqueles mais curiosos, pesquisar sobre a personagem principal: Hipatia.

 

 

publicado por luzesletrasimagem às 16:24

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