21 de Setembro de 2010

Quem me conhece, sabe o quanto sou uma saudosista e admiradora de tudo o que seja português e antigo. Ontem, na conversa com uma amiga, lembrámos imensos produtos que as nossas mães e avós usavam. A Farinha Predileta (para a avó e para a neta), os sabonetes Feno de Portugal (que ainda uso em casa) e Confiança, o sabão azul, que na minha opinião, não há melhor para tirar as nódoas... enfim um mundo de coisas que nos trazem de volta as memórias da nossa infância. Ainda me lembro da euforia da visita da minha avó materna porque ela trazia sempre os bonecos brinde que saiam nas caixas da farinha predileta. Aquilo é que era uma alegria...

 

Posto isto, há uns 2 ou 3 anos, numas voltas pelo Chiado, descobri uma lojita que quase me trouxe as lágrimas aos olhos. Chama-se "A Vida Portuguesa desde sempre". Podem encontrar de tudo, desde higiene a limpeza, livros, brinquedos, etc., que usámos, ou que faziam parte do dia-a-dia dos nossos pais, avós há décadas. Só é pena que alguns produtos sejam muito caros. E até compreendo, porque muitos destes produtos já quase não se fabricam e são feitos manualmente... mas não deixa de ser um pouco elitista. Um fogão de brincar em latão custar 17,50Euros é um exagero... Mas de qualquer forma passem pelo website e vejam o que por lá existe. Até pode ser que passem pela loja e comprem qualquer coisa, nem que seja o livro catálogo, que se a memória não me falha, custa 1Euro.

 

Eu, sempre que vou ao Chiado, passo por lá.

 

http://www.avidaportuguesa.com/

A vida

publicado por luzesletrasimagem às 17:03

17 de Setembro de 2010
 
Olá a todos.
Estou capaz de fazer uma pequena festa em honra de Santa Rita, santa das causas impossíveis, porque descobrimos no meio de tantos programas que nos levam ao desespero, um programa sobre literatura: Livraria Ideal é o seu nome. É pena que já deram tantos episódios, inclusive um com a Rosa Lobato Faria. O bom disto é que se pode aceder através da net, indo ao website do canal TVI24.
Uma vez que o programa Autores já não está no ar, fiquei bem contente por existir este. Apesar do apresentador não ter tanto jeito para "lidar" com os convidados como o Paulo Sérgio, que é de uma calma e um "à vontade" que dá vontade de ficar mais tempo só para o ouvir falar. Mas, apesar de tudo isso, acho que já o facto de existir este programa já é um motivo para ficarmos alegres e à espera do próximo convidado.
O convidado de ontem foi o escritor, tradutor... Frederico Lourenço. Foi muito interessante. Não existe debate, apenas se fala um pouco sobre a obra e vida do autor. Mas o interessante são as dicas de leitura que o apresentador, João Paulo Sacadura, apresenta logo no início.
Quem gosta de ler, e de aprender, fiquem à espreita. Vale apena...
publicado por luzesletrasimagem às 09:48

16 de Setembro de 2010
chico
À minha Rosinha, amiga em todas as ocasiões. Espero que o teu Chico não demore a oferecer-te a Lua, pescada ou roubada.
publicado por luzesletrasimagem às 16:28

15 de Setembro de 2010

Como se aquele rosto não fosse o teu

tal poema incolor que me deu,

ao sabor do vento

a tua voz, solitária

e sensual.

 

Parte de mim é folha

seca de Outono

que parte à descoberta do Inverno

sem adormecer

e amar perdidamente

o som eterno

da Primavera dos teus olhos.

 

O rosto,

aquele rosto que amei,

que me atrevi a reparar

sempre, para sempre

será a minha marca

o meu selo na pele

da minha alma.

 

sun is rising
Nascer do sol às 7:30h (foto tirada por mim)
publicado por luzesletrasimagem às 11:02

14 de Setembro de 2010

Talvez já não se lembrem deste poema que foi tão bem recitado nos anos 90, pelo grande actor Viggo Mortensen, no filme "GI Jane, Até ao Limite", mas este poema acompanhou-me estes anos todos, desde o secundário.

Para mim, este poema tem uma carga psicológica forte, tanto que levei um recorte para andar sempre comigo quando estava na faculdade. E ainda hoje tenho esse recorte pendurado no quadro de cortiça do escritório lá de casa. E, sempre que me lembro, partilho com os meus amigos, especialmente quando se sentem mais em baixo.

 

Nunca analisei formalmente este poema, mesmo porque a minha Licenciatura foi em Literatura Portuguesa, mas para mim o que importa é a ajuda psicológica que recebo sempre que o leio. Passem uma vista de olhos em algumas obras deste autor, D. H. Lawrence, tão polémico no seu tempo.

Para quem não conhece, foi o escritor de "O Amante de Lady Chaterly", de "Filhos e Amantes", "A Virgem e o Cigano", entre muitos outros romances "muito à frente"...

 

Quando estava na Faculdade era viciada nos livros deste senhor. Mudam-se os tempos, mas há gostos que perduram.

Self Pity

 

I never saw a wild thing
sorry for itself.
A small bird will drop frozen dead from a bough
without ever having felt sorry for itself.

publicado por luzesletrasimagem às 17:57

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