26 de Novembro de 2010

O dia hoje está... como hei-de dizer, irish... mas apetecível. Adoro dias de chuva e quando era "solteira" ficava os dias em casa a ler e a ler e a ler e também a ouvir música... até dava gosto que fosse Inverno. Hoje em dia, apesar de ainda gostar de chuva, o sol, quando surge, é bem mais saudável e faz-me ficar mais alegre. Mas não consigo deixar de sentir uma certa nostalgia quando chove. Aquela vontade de ir para a casa da mamã, enfiar-me na cama e devorar livros e ouvir a chuva cair lá fora, como se fosse uma melodia longínqua e doce.

 

Em vez disso, estou no escritório... já não é mau, porque dadas as circunstâncias em termos de trabalho no nosso país, o facto de estar sentada no meu escritório, quer dizer que não pertenço à percentagem de pessoas que não sabem como irá ser o dia de amanhã, de todo. A essas pessoas, espero que um dia, o mais cedo possível, tenham uma noite em que deitam a cabeça na almofada e adormeçam ouvindo a chuva cair e com o verdadeiro "sono dos justos".

 

Um bom fim-de-semana para todos.

 

publicado por luzesletrasimagem às 16:13

23 de Novembro de 2010

 

(foto tirada por mim)

 

Para quê guardarmos os sorrisos,

quando tantas pessoas precisam de ver sorrir

para se sentirem à vontade

e sorrir também.

 

Partilhem o vosso sorriso,

a alegria de viver.

Vão ver,

não dói nada.

 

publicado por luzesletrasimagem às 17:33

22 de Novembro de 2010

Este poema é solidão

não tem pai, nem mãe,

não tem família.

Este poema é um rebanho de letras

que pastam ao sabor da leitura,

poema sem cheiro ou sabor,

deitado na folha

como um mar que se estende

pelo horizonte.

 

Nem memória que me falhe

nem palavra que não se diga,

é um poema,

poema sem regras,

pois com regras seria romance,

texto, ou fala.

 

É um poema em forma de rosa

sem espinhos por ser triste.

Trazendo à margem do gosto peculiar

aquela sonfonia muda

que teimamos em cantar.

 

Poema.

Não tem cor,

não tem cheiro,

não se toca, e,

no entanto,

é poema escrito

cantado, odiado,

amado.

É imagem,

fotografia que exprime

aquela dor no peito.

 

É um poema,

sim senhor...

 

publicado por luzesletrasimagem às 15:51

12 de Novembro de 2010

É triste não sonhar,

ter pena do tempo que passa

sem ter tempo de parar.

Parar para ver e sentir

que o Sol brilha,

que a sua cor quente ao fim do dia

é uma benção nostalgica

que nos faz perder

na imensidão.

 

E porque não?

Porquê não olharmos a praia

ao fim de mais um dia?

Porquê não entendermos

que o céu é azul para todos.

 

Todos os dias achamos que é complicado

que nada nos é dado, oferecido de boa vontade.

Mentira!!! É a mais pura mentira.

Todos os dias temos um céu azul,

um sol que brilha e aquece a nossa alma,

Um mar onde navegam as nossas emoções,

uma brisa que sopra segredos aos nossos ouvidos,

chuva que esconde a nossa tristeza,

vento que varre as nossas desilusões.

 

E a amizade? A verdadeira amizade,

aquela que não se compra, não se vende,

nem se dá.

Amizade pura que nos aquece o coração.

 

Já sem falar do Amor.

Aquele que está sempre connosco, mesmo sem estar.

Que nos ama a dormir, que nos aconchega

e dá a mão quando estamos meio perdidos.

 

Por tudo isto eu agradeço. Mais um ano que passa e todos os que me rodeiam, para melhores ou piores momentos cá estiveram. O meu obrigada. Estão e sempre estarão cá dentro, comigo a ver o pôr do sol, numa praia, de mãos dadas.

 

 

 

publicado por luzesletrasimagem às 14:32

11 de Novembro de 2010

De João Paulo Oliveira e Costa li um livro muito interessante e que me fez viajar no tempo da nossa História.

O Romance fala de D. Álvaro de Ataíde, cavaleiro da Casa Real de Viseu, defensor do Reino de Portugal, grande lutador, amigo, amante... homem lenda do seu tempo, figura nacional que todos os cavaleiros queriam igualar e até mesmo derrotar.

 

O livro é ficcional, mas o autor preocupou-se em investigar bem as nossas raízes, todo o aparato que rodeavam as descobertas marítimas, as intrigas palacianas, os atentados aos reis de Portugal e toda aquela emoção que havia aquando dos duelos a cavalo.

 

Nunca tinha lido nada deste autor, mas fiquei deveras impressionada com a sua escrita de fácil acesso, mas muito bem elaborada, sem aqueles "rococós" típicos deste género de escrita, mas também sem ser pobre de descrições.

Predominam as analepses e as prolepses, viagens incessantes pelo fio do tempo, o que eu achei muito engraçado porque exercitava a nossa mente sem nos cansarmos muito.

 

Se aconselho o livro?! E porque não?! É muito bonito, e talvez nos faça pensar duas vezes antes de dizermos à "boca cheia" que este país é, sempre foi e sempre será uma merda.

É muito fácil criticar, mas apresentar a solução é mais difícil.

Bem, fiquemos por aqui. Leiam...

 

publicado por luzesletrasimagem às 12:18

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