13 de Novembro de 2012

Recordações que nos fazem parar no tempo,

cada momento que passou,

cada segundo que se desvaneceu

cada poema que se leu

cada gota de chuva que caiu.

Mar

de lágrimas

de saudade e solidão

como se o coração

fosse uma goma doce

e terna

que nos acalma

e adoça a alma.

 

Um som de música

vozes traquilas que vibram

e fazem o nosso olhar enternecer

como se adormecesse

e visse o poema se desvanecer

por entre lábios quentes

e melosos.

 

Momentos assim,

que ao de leve

vão passando muito suves

e ternos

como aves que poisam

no regaço da amendoeira

e, cantam, cantam.

 

 

foto minha

publicado por luzesletrasimagem às 15:40

Relembrar Manuel António Pina (1943 - 2012):

 

 

Aos filhos

 

Já nada nos pertence

nem a nossa miséria.

O que vos deixaremos

a vós o roubaremos.

 

Toda a vida estivemos

sentados sobre a morte,

sobre a nossa própria morte!

Agora como morreremos?

 

Estes são tempos de

que não ficará memória,

alguma glória teríamos

fôssemos ao menos infames.

 

Comprámos e não pagámos,

faltámos a encontros:

nem sequer quando errámos

fizemos grande coisa!

 

in: "Um Sítio Para Pousar A Cabeça"

 

imagem daqui: http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTd_y0r-_5W6sho09-fYN4vRsgpwsrZ_cmgQAOIL5AZWAFSsquNTw

 

 

 

publicado por luzesletrasimagem às 09:08

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